quinta-feira, 19 setembro 2019
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Um ano após os incêndios de Outubro de 2017

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É tempo de passar à acção na defesa, recuperação e requalificação da Mata Nacional de Leiria
(Declaração do PCP tornada pública na conferência de imprensa realizada no dia 15 de Outubro de 2018 na Sede da Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP)
Assinala-se hoje um ano passado sobre o violento incêndio da Mata Nacional de Leiria e sobre os incêndios que afectaram uma imensa área de floresta nos distritos de Leiria, Coimbra, Guarda e Viseu.
1 - O ano de 2017 ficará gravado na História como um dos anos mais negros para a floresta nacional e para as populações da região centro do nosso País. Arderam cerca de meio milhão de hectares. 114 pessoas perderam a vida nos incêndios de Julho e de Outubro. Só nos incêndios de Outubro mais de 500 empresas foram afectadas e cerca de 4500 postos de trabalho foram afectados em 30 municípios da região centro. Mais de um milhar de habitações foram ou consumidas ou afectadas pelos incêndios. Os prejuízos ascenderam a quase 300 milhões de Euros.
2 - É para que esta catástrofe não se volte a repetir que o PCP levou a cabo desde o dia 13 de Outubro cerca de 40 iniciativas nos quatro distritos afectados. No Distrito de Leiria concentrou as suas iniciativas no Concelho da Marinha Grande, que viu grande parte do seu território ser devastado pelo grande incêndio que destruiu cerca de 86% da Mata Nacional de Leiria e que se estendeu aos concelhos de Alcobaça e de Leiria. Tratou-se de um incêndio que, independentemente da conclusão das investigações em curso relativamente à origem do incêndio, é o resultado de décadas de desinvestimento na Mata Nacional, de falta de meios para a preservação do exemplar modelo de gestão e ordenamento do Pinhal de Leiria e para a sua limpeza, e de condenação à agonia da principal estrutura responsável pelo Pinhal de Leiria – O ICNF, que chegou à inacreditável situação de ter um técnico superior para todo o Pinhal e de cada um dos seus 12 técnicos operacionais terem à sua responsabilidade uma média de 2000 hectares de Mata.
3 - Foi para assinalar essa catástrofe, mas sobretudo para chamar a atenção para os problemas que persistem e para olhar para o futuro do Pinhal de Leiria que o PCP realizou no passado Sábado na Marinha Grande uma sessão pública onde participaram os deputados Bruno Dias e João Ferreira, dirigentes regionais e locais do PCP, autarcas, activistas de defesa da floresta, dirigentes sindicais e associativos, entre muitos outros, para discutir os caminhos de reparação da destruição e de definição de caminhos de futuro para preservar, requalificar e proteger a Mata Nacional de Leiria.
Sessão Pública "Pinhal de Leiria - Que Futuro?", promovida pelo PCP no passado Sábado, dia 13 de Outubro
Já no dia de hoje uma delegação do PCP, integrada pelos Deputados Miguel Viegas e Bruno Dias e vários outros dirigentes do Partido, visitou o Pinhal de Leiria, realizou uma reunião com o Instituto para a Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF) e um Encontro com a Comissão Popular “O Pinhal é nosso”.
Um ano depois, o PCP visita as zonas afectadas pelo Incêndio do Pinhal de Leiria, acompanhado pelo ICNF
Tais acções não são inéditas na intervenção do PCP. Pelo contrário, o PCP foi o Partido nacional que mais visitas, encontros e sessões realizou após o incêndio de Outubro e foi o Partido que mais propostas apresentou na Assembleia da República e no Parlamento Europeu para mobilizar recursos e definir políticas que defendam a floresta e as Matas nacionais, em particular a Mata Nacional de Leiria.
O PCP reuniu-se com o ICNF na sua sede na Marinha Grande e com a Comissão Popular "O Pinhal é nosso"
4 - O incêndio na Mata Nacional de Leiria constitui uma das maiores catástrofes com que o Concelho da Marinha Grande, bem como outros concelhos adjacentes, estiveram e estão confrontados. Se do ponto de vista económico o incêndio no Pinhal de Leiria significa a perda de importantíssimos recursos do País, é no plano social, ambiental e de qualidade de vida destas populações que estão os maiores danos.
A Mata Nacional de Leiria com os seus 700 anos de História e a sua importância identitária na História deste Concelho e das suas gentes, é vital para o clima nesta região e para o seu equilíbrio ambiental. É propriedade de todos os portugueses, e em particular das gentes desta região e deste concelho que viu arder 2/3 da sua área territorial.
Cabe portanto ao Estado tomar as medidas, assegurar o financiamento e garantir as estruturas e meios necessários, para recuperar o Pinhal de Leiria, mantê-lo e defendê-lo como tem de ser defendido – ou seja como a mais importante Mata Nacional do nosso País.
5 - O PCP tem consciência que é necessário dar tempo à natureza para fazer o seu curso de autoregenaração. Mas existem um conjunto de intervenções e medidas, e um trabalho de planificação e investimento em meios humanos e técnicos que já devia há muito estar em andamento. Infelizmente já se perdeu um ano que teria sido precioso para acautelar e preparar a recuperação e reflorestação. Para lá da propaganda, das acções mediáticas e de uma meritória, mas obrigatoriamente simbólica acção de movimentos populares, muito pouco foi feito para garantir que a reflorestação possa ser feita segundo as melhores condições.
A preservação dos cursos de água e dos solos, o combate às espécies invasoras, o corte de árvores que já mortas sem valor comercial, a reparação de vias e criação das condições de segurança para a sua reabertura, tudo isto está por fazer.
Ao contrário procederam-se a plantações desligadas, na sua maioria, de um real plano de reflorestação, fecharam-se vias sine dia por razões de segurança que ainda não foram resolvidas, e adiou-se por um ano a elaboração e concretização de um plano global não só de reflorestação, mas também de conservação, limpeza, vigilância, segurança, exploração e usofruto popular da Mata Nacional de Leiria para várias décadas.
6 - O Governo veio anunciar há poucos dias uma dotação orçamental de 15 milhões para o Pinhal de Leiria faseados até 2022. Não é preciso ser um especialista em florestas para levantar três questões:
- A primeira é que esta verba é altamente insuficiente para fazer face a tudo o que está por fazer numa visão integrada e abrangente da recuperação, requalificação e gestão adequada da Mata Nacional de Leiria. Este valor pode ser o suficiente para custear intervenções na floresta, mas o investimento necessário vai muito mais além disso, desde logo no urgente investimento na estrutura do ICNF no que respeita a técnicos superiores, técnicos operacionais, veículos, equipamentos, máquinas, sistemas de comunicação, entre outros.
- A segunda é que na prática o Governo irá investir pouco, ou mesmo nada, na recuperação do Pinhal. Para isso basta fazer as contas: a venda de material lenhoso rendeu no último ano cerca de 11,5 milhões de Euros. No conjunto das Matas Litorais a alienação de material lenhoso atinge o valor de 15 milhões de Euros e poderá ainda aumentar. Ou seja, mais uma vez, e envolto num manto de propaganda para o qual a Câmara Municipal da Marinha Grande e a sua Presidente contribuíram activamente, o Governo está a apresentar como investimento do Estado aquilo que na prática parece ser a utilização das receitas da venda de madeira.
- A terceira é que o investimento e a sua programação cobrem apenas o período até 2022. Ora, a planificação da gestão florestal não é compatível com curtos prazos, a título de exemplo é exactamente daqui a 3 anos que algumas das intervenções para orientação e optimização da regeneração florestal poderão ser mais exigentes, nomeadamente no que toca aos meios humanos e técnicos necessários.
O relatório apresentado ao observatório do Pinhal de Leiria, dando algumas respostas a questões como a reflorestação, gestão florestal e prevenção de incêndios, peca por tardio relativamente a acções de emergência e carece de uma visão global que associe a reflorestação a um plano de gestão pública da Mata Nacional de Leiria e a outras medidas conexas de reforço de estruturas como o ICNF e meios de prevenção e combate a incêndios, nomeadamente por via de um plano de adaptação e apetrechamento de diversas estruturas, especialmente das corporações de bombeiros, tendo em conta a realidade de uma Mata com a dimensão da Mata Nacional de Leiria.
7 - Passado um ano é tempo de pôr fim à propaganda, às palavras e discursos e passar à acção. Já foi perdido tempo demais.
No acompanhamento à situação na Mata Nacional de Leiria o PCP identifica dois tipos de medidas:
I – Medidas de emergência:
  1. A concretização imediata de um plano de emergência de combate às consequências directas do incêndio: com um plano de combate a espécies invasoras, de preservação e fixação de solos; de protecção e preservação de cursos de água, de forma a garantir que a regeneração natural se possa fazer nas melhores condições mantendo a matriz original do Pinhal com predominância do Pinheiro.
  2. Investimento de emergência no reforço da estrutura do ICNF para a Mata Nacional de Leiria: com a contratação de mais técnicos superiores; de “capatazes” e técnicos operacionais, com a reactivação do corpo de guardas florestais afectos ao ICNF. Um investimento que deve igualmente garantir um conjunto de estímulos aos trabalhadores da floresta seja no plano salarial, seja na garantia de habitação (nomeadamente usando a rede de casas do ICNF) e estímulos à sua fixação no Concelho da Marinha Grande. Um plano de emergência que deve contemplar a aquisição de viaturas, máquinas de grande, média e pequena dimensão bem como sistemas de comunicação, vigilância e monitorização científica.
  3. Plantação imediata de árvores de acordo com as melhores práticas científicas e de gestão florestal, nas áreas onde tal seja aconselhável, e de acordo com um plano de reflorestação previamente discutido, assim como de investimento no reforço do banco de sementes do ICNF que possa vir a ser utilizado em algumas áreas do Pinhal, onde tal se justifique.
  4. Abertura faseada das vias rodoviárias no Pinhal de Leiria, com reparação dos pisos e criação de condições de segurança, nomeadamente com o corte de árvores que ponham em causa a segurança rodoviária.
II – Medidas estruturais
  1. Elaboração de um compromisso, assumido pelo poder central e pelas autarquias envolvidas na área do Pinhal de Leiria, de defesa da propriedade e gestão pública de qualidade da Mata Nacional de Leiria. O PCP rejeita qualquer linha de privatização, directa ou indirecta, total ou parcial, do Pinhal de Leiria, bem como de qualquer linha de municipalização.
  2. Definição de um modelo de gestão pública da Mata Nacional de Leiria, participado e fiscalizado por uma comissão de acompanhamento que envolva o ICNF (munido dos meios humanos e técnicos necessários); as Autarquias locais (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia); Partidos políticos; Associações, Sindicatos e Colectividades, entre outras estruturas.
  3. Proceder à ampla discussão pública, nomeadamente com sessões públicas de consulta, para a finalização e concretização de um plano de reflorestação, manutenção e gestão do Pinhal de Leiria de acordo com as melhores práticas científicas de gestão florestal, que mantenha a matriz do Pinhal de Leiria no que respeita à predominância da espécie do Pinheiro; que respeite o ordenamento por talhões, comprovadamente eficaz se provido dos meios necessários, e que introduza técnicas inovadoras de gestão florestal e de combustível, bem como elementos de contenção de incêndios.
  4. Proceder, em articulação com o ICNF, as autarquias, corporações de bombeiros, associações de defesa da floresta, e estruturas da protecção civil, à definição de um programa global de protecção da Mata Nacional de Leiria e das Matas litorais do Distrito de Leiria, com a definição e afectação de meios financeiros, humanos e técnicos adequados; com a construção de uma rede de infra estruturas de vigilância da floresta (começando pela recuperação das casas da Mata), aquisição de equipamentos, nomeadamente de comunicação, contratação de trabalhadores rurais e a reconstituição de um corpo guardas florestais, entre outras medidas.
  5. Proceder à ampla participação pública na definição e concretização de um programa de usofruto popular da Mata Nacional de Leiria que contemple questões como: A manutenção de vias rodoviárias; a renovação de parques de merendas e de descanso; a abertura de circuitos e infraestruturas para práticas desportivas; a definição de programas de educação ambiental e de preservação das florestas, nomeadamente para crianças, com a utilização de infraestruturas já existentes; a criação de infra estruturas para a cultura, o associativismo, entre várias outras, no Pinhal de Leiria .
  6. Pugnar pela defesa da memória histórica e do património cultural do Pinhal de Leiria, nomeadamente com a abertura do Museu da Floresta, ou de um seu núcleo, no Pinhal de Leiria, bem como da instalação de um centro de investigação científica florestal.
  7. Definir um sistema de transporte público direccionado para o usofruto popular e valorização da Mata Nacional de Leiria tirando partido das suas belezas naturais, estruturas instaladas e potencial turístico e tendo em conta a importância da recuperação de elementos identitários do Pinhal como o é o “Comboio de Lata”. Um sistema de transporte público que deve estar por um lado articulado com a requalificação da Linha do Oeste, e por outro com a necessidade de uma ligação em transporte público de qualidade às praias do Concelho da Marinha Grande, e outras.
8 - São estas algumas das propostas que o PCP apresenta passado um ano do grande incêndio do Pinhal de Leiria e que são presididas pelo principio de que o problema criado com o incêndio deve ser transformado numa oportunidade de deixarmos para as gerações vindouras um Pinhal melhor, mais atractivo, mais seguro e protegido.
Esse futuro não é compatível com uma gestão política do Governo e da Câmara Municipal que mantêm distante da população uma reflexão que a todos cabe, e que se tem limitado a propaganda, a acções avulsas, ou a anúncios parciais que carecem de uma visão global integradas numa perspectiva de desenvolvimento do território e progresso social. É igualmente incompatível com o desinvestimento do Estado e com uma política de estrangulamento do ICNF – a estrutura que o Estado tem para cuidar da floresta, que é de todos os portugueses.
Tal como em muitas outras questões nacionais, também nesta, a resposta necessária é encontrada na política patriótica e de esquerda.
Marinha Grande
15 de Outubro de 2018
A Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP

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PCP exige requalificação do IC8 para evitar novas tragédias e desenvolver o norte do Distrito de Leiria

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1 - O IC8 foi palco de mais um acidente rodoviário que roubou a vida a 6 pessoas. O PCP expressa o seu profundo pesar e sentimentos de solidariedade para com as famílias e amigos das vítimas. 
Esta nova tragédia, que aumenta para 10 as vítimas mortais de acidentes rodoviários nesta via rodoviária só no ano de 2018, tem responsáveis: os sucessivos governos do PSD, CDS e PS que ao longo dos anos se têm recusado a proceder à requalificação do IC8
 
2 – De há muitos anos a esta parte que o PCP se bate pelo combate à sinistralidade no IC8 e à sua requalificação, quer através de posições políticas, quer com propostas fundamentadas em sede dos orçamentos do Estado/planos de investimento e desenvolvimento da administração central (PIDDAC).
 
A Resolução Política aprovada pela 10ª Assembleia de Organização Regional de Leiria do PCP, realizada em Abril deste ano, identifica como um dos investimentos prioritários em infra-estruturas do Distrito a «melhoria, desnivelamento de cruzamentos e duplicação de vias na rede viária de acesso ao interior do distrito (IC8) assim como a sua ligação à A23». Por sua vez a Comissão Concelhia de Ansião do PCP, em nota emitida no passado dia 11 de Julho, insistiu «na urgente necessidade de uma abordagem séria à questão da sinistralidade no IC8, que só será consequente se resultar em medidas que há muito o PCP reivindica, nomeadamente a duplicação de vias e o desnivelamento de cruzamentos».
 
3 - É incompreensível e mesmo criminoso que, face a uma tendência continuada de alta sinistralidade nesta via, o Governo e a Infra-estruturas de Portugal considerem que o estado e perfil daquela via são os adequados e desvalorizem os acidentes ocorridos. A tragédia ora ocorrida demonstra que não pode haver mais tempo a perder na necessária requalificação do IC8. Compete ao Governo tomar todas as medidas e garantir os recursos necessários para uma intervenção urgente nesta via, aliás de acordo com recomendações aprovadas pela Assembleia da República. 
 
4 - O PCP denuncia as responsabilidades do PSD que agora surge indignado com mais esta tragédia, tentando fazer esquecer as suas responsabilidades no traçado e perfil do IC8, na não conclusão deste itinerário ao longo dos anos, e nas insuficientes e desadequadas intervenções nesta via (nomeadamente em 2012 e 2013) que contornaram a questão de fundo: a transformação do perfil desta via. 
 
De igual forma denuncia a actuação do Governo do PS cujas palavras sobre o investimento no desenvolvimento do interior do País se traduzem em inacção e neste caso em particular na recusa em intervir de forma decidida e definitiva na requalificação de uma via rodoviária estruturante para o desenvolvimento do norte do Distrito de Leiria, nomeadamente do Pinhal Interior Norte.
 
Marinha Grande, 26 de Setembro de 2018
 
O Gabinete de Imprensa da 
Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP

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Festa do Avante 2018 - um grande êxito!

A Diracção da Organização Regional de Leiria saúda todos os que contribuíram para a construção e funcionamento da Festa do "Avante!"

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A Festa do “Avante!”, realizada nos passados dias 7,8 e 9 de Setembro, na Atalaia, Amora, Seixal, confirmou-se como a maior iniciativa político-cultural realizada em Portugal e como um dos mais importantes eventos político-culturais do mundo organizados por partidos comunistas, um grande espaço de solidariedade internacionalista marcado pela presença de 57 delegações estrangeiras.

A diversidade cultural com inúmeras expressões das mais diversas formas de participação e fruição cultural e de várias expressões artísticas desde os grandes concertos até ao teatro, passando pelo cinema e muitas outras; as dezenas de modalidades desportivas; a enorme oferta gastronómica; o património etnográfico e cultural de todas as regiões do País, coexistiram, durante três dias com dezenas de debates políticos, variadíssimas exposições políticas, culturais e cientificas, num ambiente inigualável de amizade, solidariedade, alegria, convívio e determinação na luta pelos direitos dos trabalhadores e do povo, onde todas as gerações encontraram motivos de interesse e se sentiram “em casa”, incluindo as famílias e as crianças.

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Milhares de pessoas oriundas do Distrito de Leiria participaram na Festa do Avante, deslocando-se ao espaço de Leiria onde, no centro do espaço sobressaia um exposição política dedicada à luta dos trabalhadores do Distrito, à luta em defesa da linha do Oeste, à actividade e reforço do PCP na sequência da sua X Assembleia da Organização Regional de Leiria e ainda à defesa da Floresta e do Mundo Rural, tema de grande importância que foi alvo de um participado debate realizado naquele espaço.

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O Comício final da Festa do “Avante!” constituiu um impressionante momento de afirmação da força e da determinação do PCP em prosseguir a luta pela recuperação e conquista de direitos e rendimentos para os trabalhadores e o povo português e de afirmação da alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo e ao País, no quadro do projecto e programa do PCP de uma democracia avançada com os valores de Abril no futuro de Portugal.

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A Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP saúda todos os militantes do Partido e as muitas dezenas de amigos do Partido e da Festa do “Avante!” que com o trabalho, criatividade, solidariedade e amizade edificaram e asseguraram o funcionamento da Festa do “Avante!”.

O esforço e a dedicação de todos os que construíram e asseguraram o funcionamento da Festa do “Avante!”, faz desta uma incomparável obra colectiva, somatório de vontades, ideias, ideais e trabalho militante.

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A Festa do “Avante!” constitui por isso uma enorme demonstração de confiança num futuro de justiça, progresso e desenvolvimento para Portugal, num devir de Paz, amizade e cooperação entre os povos, e um factor de estímulo à luta do Partido Comunista Português em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, por uma democracia avançada com os valores de Abril, elemento e etapa da luta pelo Socialismo no nosso Pais.

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Leiria na Festa do "Avante!"

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A Festa do “Avante!” realizar-se-á nos próximos dias 7, 8 e 9 de Setembro na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal. O seu programa geral, disponível em www.festadoavante.pt confirma-a como a mais importante iniciativa político-cultural do País, com uma dimensão internacional e internacionalista cada vez maior.

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O Distrito de Leiria e a Organização Regional de Leiria do PCP estarão presentes na Festa do Avante com diversas actividades e espaços de gastronomia, artesanato, arte e debate político.

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No Restaurante de Leiria será possível degustar a tradicional sardinha assada, típica dos concelhos do litoral do distrito, nomeadamente Nazaré e Peniche; a salada de Atum de conserva produzida em Peniche; ou uma grelhada mista onde não faltará a bem apreciada morcela assada da Marinha Grande.

Para as refeições mais rápidas ou matinais, na Cafetaria será possível tomar um saboroso pequeno almoço, ou mais tarde, as bifanas.

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Com uma agradável e fresca Esplanada virada para o Palco 25 de Abril, os visitantes da festa poderão saborear o Vinho do Bombarral ou a Ginja de Óbidos, à venda no Espaço do Vinho e da Ginja, onde será possível comprar a caneca de porcelana personalizada para a Festa do “Avante!”, e utilizá-la para “reabastecer, poupando nos custos e contribuindo para o meio ambiente. De igual modo poderão saborear as Caipirinhas e outros variados cocktails, vendidos no já tradicional Kacus bar.

O artesanato do Distrito de Leiria marcará também presença na Festa do Avante. No Espaço do Vidro da Marinha Grande será possível assistir ao vivo à arte de soprar e moldar as peças de vidro e adquirir várias peças, incluindo o já tradicional Copo da Festa do Avante, como o logotipo da Festa 2018.

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Os visitantes da Festa poderão também conhecer melhor e disfrutar da arte e da cultura do Distrito de Leiria. Vários Grupos musicais do Distrito de Leiria actuarão em diversos espaços da Festa do Avante. É o caso dos “Marufa”, banda vencedora do concurso regional de novos valores, que actuará no Palco Novos Valores, no Espaço da Juventude; ou ainda da Big Band da Marinha Grande, constituída por jovens músicos deste Concelho, e que actuará no Palco de Setúbal.

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O Debate político não faltará no Espaço de Leiria. No Sábado, às 17 horas, na Esplanada do Espaço de Leiria, terá lugar o Debate “Defender a Floresta e o Mundo Rural”, com a participação de João Frazão, membro da Comissão Política do PCP; Fernando Domingos, Membro do Executivo da DORLEI do PCP e Armando Carvalho, membro da Direcção Nacional da Confederação da Agricultura

Festa do Avante - Divulgação de Debate sobre floresta

As artes plásticas marcarão igualmente presença no Espaço de Leiria da Festa do Avante. Além de uma decoração baseada em esboços de Pablo Picasso sobre temas como o trabalho, as pescas, a luta dos trabalhadores ou o ideal comunista, será ainda possível, durante a própria festa assistir à pintura de um mural ao vivo, e à noite, assistir e participar de forma interactiva numa forma de arte em franco desenvolvimento, o Video Mapping, que será concebido e concretizado pelo artista Pixel Bitch VJ. O Segundo centenário do nascimento de Karl Marx será o mote.

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A Entrada Permanente (EP) para a Festa do “Avante!” está à venda nas Organizações Concelhias do PCP, na Sede da Organização Regional de Leiria (Marinha Grande) e nos restantes Centros de Trabalho do PCP.

Tem o custo de 25 Euros, valor que demonstra a preocupação do PCP em assegurar o mais baixo custo possível aos trabalhadores, à juventude e a todos os que queiram participar de três dias de festa, alegria, desporto, cultura, amizade, solidariedade e luta por um País e mundo melhores.

 

É fácil ir à Festa do “Avante!”!

 

O PCP organiza vários autocarros com partida de vários pontos do Distrito:

Excursão de três dias – 7, 8 e 9 de Setembro (Sexta, Sábado e Dom)

Partida Sexta Feira às 18:00 de Alcobaça. Paragem no Bombarral, Sexta-Feira às 18:30. Regresso no Domingo, após o encerramento da Festa (cerca das 23:00)

Inscrições pelos telefones: 915596870 ou 967815507

Excursões de 2 dias - 8 e 9 de Setembro (Sábado e Domingo)

Autocarro 1:  Partida de Pombal, Sábado às 07:30 (Rotunda do bombeiro). Paragem em Leiria Sábado às 08:00 (Junto às piscinas municipais), Regresso no Domingo às 22:30. Inscrições pelos telefones: 919186558 / 244568675

Autocarro 2: Partida de Peniche, Sábado às 10:00 (frente aos Bombeiros), Regresso no Domingo após o encerramento da Festa (cerca das 23:00). Inscrições pelos telefones: 963340984

Excursão para Domingo, 9 de Setembro

Partida da Marinha Grande Domingo às 08:00 (Largo das Finanças). Paragem nas Caldas da Rainha, Domingo às 09:00 (Rotunda da Rainha). Regresso Domingo às 20:00.

Inscrições pelos telefones: 964008083 /960251489 / 244568675

 

A Festa do “Avante!” tem à disposição dos visitantes um Parque de Campismo. A pré inscrição pode ser feita no site da Festa do “Avante!” ou junto de qualquer organização concelhia do PCP. O lugar no Parque de Campismo é garantido à partida a todos os participantes nas excursões organizadas pelo PCP.

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GOVERNO OBRIGADO A ANUNCIAR MEDIDAS PARA RESOLVER PROBLEMAS DA LINHA DO OESTE

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A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste, face às declarações do Ministro do Planeamento e Infraestruturas, tornadas públicas na passada sexta-feira, sobre o aluguer de mais composições a Espanha, para resolver os problemas da falta de material circulante na Linha do Oeste, considera o seguinte:
 
1.Que a persistente luta levada a cabo por utentes e todos os amigos da Linha, que culminou na concentração do passado dia 26, junto ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas, obrigou o Governo a assumir o compromisso de solucionar os problemas existentes da supressão de comboios e de sucessivos atrasos nos horários; e, a perspectivar a electrificação do troço entre as Caldas da Rainha e o Louriçal;
 
2.Que o aluguer de material circulante a Espanha, sendo uma das soluções a considerar - se for em quantidade suficiente - deveria ser tomada em simultâneo com a dotação da EMEF, dos meios humanos (em quantidade suficiente, o que não corresponde aos 102 novos trabalhadores anunciados) e financeiros para a reparação do material circulante que poderia ser utilizado pela CP e que evitaria os actuais constrangimentos;
 
3.Que, no período que medeia até à entrada em funcionamento das composições alugadas a Espanha e das reparadas nas oficinas da CP, sejam utilizadas as locomotivas 1400, com uma ou duas carruagens, para assegurar, pelo menos as ligações interregionais;
 
4.Que os horários que a CP pretende pôr em vigor a partir de 5 de Agosto, devem ser corrigidos, para continuarem a servir os utentes da Linha do Oeste e não como elemento dissuasor da sua utilização;
 
5.Que a CP deve, de imediato, ser autorizada pelo Governo, a proceder à abertura do concurso de aquisição de novo material circulante, para suprir presentes e futuras insuficiências na Linha do Oeste e noutras linhas não electrificadas;
 
6.Que o Governo deve assumir o transporte ferroviário como um elemento estruturante para o desenvolvimento económico e social do nosso País e de cada uma das regiões tocada por ele e como tal, o investimento público neste sector deve ser prioritário.
 
A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste saúda todos os que participaram na concentração do passado dia 26 de Julho e exorta-os a prosseguirem esta luta pelo direito à mobilidade, num transporte ferroviário de qualidade que contribua para o desenvolvimento das regiões servidas pela Linha do Oeste.
 
 

COMISSÃO PARA A DEFESA DA LINHA DO OESTE 

30/07/2018
 

 

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