domingo, 05 abril 2020

Comissões Concelhias

Acerca do saldo da gerência de 2016 do Município de Leiria

LEIRIA E CASTELO

Sem prejuízo de apreciação mais detalhada quando estiver na posse das contas, a Comissão Concelhia de Leiria do Partido Comunista Português entende desde já tomar posição pública sobre o saldo da Gerência de 2016 do Município de Leiria porque o seu montante merece crítica avaliação política.
 
1 – Como temos denunciado na Assembleia Municipal, a Câmara do PS vem acumulando ano após ano saldos de gerência que atingem em 2016 a escandalosa quantia de 39 milhões de euros, cerca de metade, talvez até mais, de toda a receita anual.

2 – Exactamente ao contrário do que a propaganda do PS quer fazer crer, estes descomunais excedentes orçamentais são a demonstração cabal de uma gestão desastrosa, danosa e sem projecto válido para as populações e o desenvolvimento do concelho.

3 – A invocação recorrente de propalada excelência da gestão financeira é um expediente que visa apenas ocultar a falta de vontade política e a inépcia da gestão do PS na Câmara Municipal de Leiria para resolver os problemas de desenvolvimento do concelho e promover a qualidade de vida das populações.

4 – À falta de resultados, o PS continua intencionalmente a querer confundir a gestão de um município com a gestão de uma entidade financeira.

5 – Se os ‘cofres’ municipais estão atulhados de dinheiro ‘improdutivo’ já os problemas com infra-estruturas, equipamentos e apoios ao movimento associativo estão por resolver.

6 – Enquanto arrecada dinheiro que guarda por, por uma lado, não querer concretizar projectos necessários e, por outro e simultaneamente, querer regar alcatrão e fazer uma miríade de pequenas obras avulsas em ano eleitoral, o concelho e a cidade de Leiria degradam-se e atrasam-se quando comparados com concelhos e cidades demográfica e economicamente comparáveis.

7 – Os milhões improdutivos nas contas bancárias do Município são a face da moeda que no verso tem a teimosia do PS em não fazer a manutenção e conservação de passeios mesmo no centro da cidade, em não avançar com o Parque Industrial de Monte Redondo, em não qualificar a vila termal de Monte Real, em não construir uma Zona de Actividades Económicas na Maceira, em não qualificar urbanisticamente a vila da Maceira, em não concretizar o Centro Cultural de Marrazes, em não construir um Pavilhão de Desportos na Zona Desportiva de Leiria, em não substituir o degradado Mercado Municipal de Leiria, em não realizar a qualificação urbana do Rego de Água e Gândara dos Olivais, em não construir passeios em movimentadas artérias da cidade e de outros aglomerados urbanos, em não dotar os bairros da cidade de zonas de desporto informal e lazer, em não concluir a rede de esgotos do concelho, entre tantas outras acções e projectos prementes para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das populações de Leiria.

8 – O PS, que leva a cabo uma política de direita na gestão municipal, já demonstrou que não está à altura das necessidades da população do concelho e do seu desenvolvimento.

9 – É com o PCP e a CDU que será possível levar a cabo uma política de esquerda ao serviço da população e do desenvolvimento sustentável de Leiria.
 
Leiria, 30 de Janeiro de 2017
 
Comissão Concelhia de Leiria do PCP

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